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MPF abre investigação para apurar autenticidade de recibos apresentados por Lula

Procuradores informaram ao juiz Sérgio Moro que abriram um ‘incidente de falsidade’ a respeito dos documentos.


Por Samuel Nunes, G1 PR, Curitiba

Lula no depoimento desta quarta-feira (13) (Foto: Reprodução/Justiça Federal

Os documentos foram anexados ao processo pelos advogados do petista no dia 25 de setembro deste ano. Segundo a defesa, o objetivo era comprovar a relação comercial que há entre Lula e Glaucos da Costamarques, dono de um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

O imóvel é um dos objetos da denúncia apresentada pelo MPF contra Lula e outras sete pessoas, incluindo o ex-ministro Antônio Palocci e o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Os procuradores afirmam que Costamarques comprou o imóvel a pedido do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, com dinheiro que seria da empreiteira. A ideia seria repassar o imóvel ao petista, que já utiliza o local há vários anos, como moradia para os seguranças pessoais.

A defesa de Lula afirma que a ex-primeira-dama Marisa Letícia alugou o imóvel de Costamarques. Para sustentar a tese, apresentou ao juiz Sérgio Moro o contrato de locação e 26 recibos, que datam entre os anos de 2011 e 2015.

 Recibo anexado pela defesa do ex-presidente Lula cita 31 de novembro de 2015  (Foto: Reprodução) Recibo anexado pela defesa do ex-presidente Lula cita 31 de novembro de 2015  (Foto: Reprodução)

Recibo anexado pela defesa do ex-presidente Lula cita 31 de novembro de 2015 (Foto: Reprodução)

Alguns dos recibos, porém, trazem datas que não existem no calendário. Há também erros de digitação que se repetem.

A defesa de Costamarques afirmou ao juiz Sérgio Moro que o cliente assinou os recibos de uma só vez, quando estava internado no Hospital Sírio Libanês, no fim de 2015. As assinaturas teriam sido solicitadas pelo advogado de Lula, Roberto Teixeira.

Fonte: G1 Paraná

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