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Presidente da OAB-DF indicou à JBS o advogado preso

Sondado para defender o grupo, Juliano Costa Couto diz que não pegou a causa, que foi parar nas mãos de Willer Tomaz

Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF), Juliano Costa Couto teria sido citado na delação dos irmãos Batista, da JBS, que colocou em maus lençóis o presidente Michel Temer e o senador tucano Aécio Neves. “Chateado” com o que chamou de “covardia”, o advogado diz que apenas indicou ao grupo o advogado Willer Tomaz, que foi preso na manhã desta quinta-feira (18).

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Um boato correu os grupos de WhatsApp nesta quinta, dando conta de que Costa Couto tinha sido levado para a prisão. “Estou trabalhando”, confirmou ao Jornal de Brasília.

Ao reiterar que não atua como advogado do grupo JBS, ele diz que nunca fora contratado por qualquer dirigente da empresa, embora tenha sido sondado para tal. A recusa, segundo nota publicada pela OAB-DF, se deu porque o escritório dele não atuaria “em causas penais de alta complexidade”. Foi aí que ele, então, teria indicado o advogado criminalista Willer Tomaz para atuar no caso.

É comum, diz Costa Couto na nota, que advogados sejam procurados para indicação de profissionais que trabalhem em áreas específicas, distintas do foco de atuação, como ocorreu no caso. “Assim sendo, como todos, tenho absoluto interesse no completo esclarecimento dos fatos, colocando-me à inteira disposição para quaisquer esclarecimentos, inclusive para a salvaguarda de minha vida profissional de quase 20 anos de uma advocacia reconhecidamente honrada”, diz o texto.

Sobre a provável atuação de qualquer advogado da capital em prática de ilícitos, a Ordem diz que adotará as medidas cabíveis.

 

 

Fonte: Jornal de Brasília

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